segunda-feira, 18 de agosto de 2025

A ORIGEM DE TUDO - O DIA 7 DA CRIAÇÃO

O descanso de Deus no sétimo dia

1 ¶ Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército.  2  E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito.  3  E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. (Gênesis 2:1-3 RA)

Depois de ver que tudo quanto fizera era muito bom, Deus encerra a criação. O relato de Gênesis 2:1-3 mostra que Deus concluiu a Sua obra criadora e, no sétimo dia, descansou, abençoou e santificou esse dia como distinto dos demais. Embora algumas traduções, como a do texto acima (RA – Almeida Revista e Atualizada), deem a entender que Deus teria finalizado algo no próprio sétimo dia, versões como a NVI e a ARA ajustam para: “No sétimo dia, Deus já havia terminado...”. Essas versões tornam a leitura mais coerente com o restante das Escrituras, indicando que a criação terminou no sexto dia e que o sétimo foi separado para o descanso, sem qualquer nova obra realizada:

“porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” (Êxodo 20:11 RA)

“Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento.” (Êxodo 31:17 RA)

O sábado antes da Lei de Moisés

Sabendo disso, fica claro que no sétimo dia não houve criação e que Deus o santificou, ou seja, separou e o abençoou. Porém, até este ponto no relato bíblico, e também antes da entrega dos mandamentos a Moisés e a todo o povo de Israel, não há menção explícita de que o homem devesse separar o dia de sábado da mesma forma que Deus o fez. A ordem de guardar o sábado como dia santo só aparece mais tarde, quando o Senhor dá a Lei no Sinai (Êxodo 20:11)

O propósito de santificar o sétimo dia

O objetivo principal de santificar o sétimo dia, além de torná-lo um tempo em que o homem descansaria de seus trabalhos e buscaria a Deus e O adoraria (Levítico 23:3; Isaías 58:13-14), era também preservar a criação contra abusos e trabalhos forçados. O sábado foi estabelecido por Deus não apenas como um memorial da criação (Gênesis 2:3), mas como um ato de misericórdia e justiça, visando proteger todos os seres viventes do desgaste contínuo do trabalho.

Sem uma ordenança divina que determinasse o descanso, seria comum que senhores, mesmo os tementes a Deus, impusessem jornadas exaustivas a seus servos, estrangeiros e até mesmo aos animais. O sábado, portanto, estabelecia limites justos e promovia a dignidade do descanso, assegurando que todos, inclusive os mais vulneráveis, tivessem tempo para repousar e se aproximar do Senhor.

O sábado como proteção e justiça

Essa intenção de proteção é claramente revelada nos mandamentos dados por Deus:

  • “Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus: não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro.” (Êxodo 20:10 – RA)
  • “Seis dias farás os teus trabalhos, mas, ao sétimo dia, descansarás, para que descansem o teu boi e o teu jumento, e tome alento o filho da tua serva e o forasteiro.” (Êxodo 23:12 – RA)
  • “...para que descanse o teu servo e a tua serva como tu. Lembra-te de que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado.” (Deuteronômio 5:14-15 – RA)

Esses textos mostram que o sábado não foi instituído apenas como uma prática ritual, mas como expressão da bondade e justiça de Deus, que deseja que até mesmo os mais humildes e os animais da terra experimentem o alívio do descanso e a liberdade de buscar ao Senhor.

O descanso da terra

Além disso, o princípio do descanso também se estendia à própria terra. Deus ordenou que os israelitas cultivassem seus campos por seis anos, mas no sétimo ano a terra deveria descansar e ficar em repouso, como sinal de confiança na provisão divina e respeito ao ciclo da criação:

“Seis anos semearás a tua terra e recolherás os seus frutos; porém, ao sétimo, a deixarás descansar e não a cultivarás, para que comam os pobres do teu povo, e o que deixarem, comam os animais do campo” (Êxodo 23:10-11 – RA).

A desobediência a esse princípio resultava em consequências reais: quando o povo ignorou os anos sabáticos, Deus permitiu que a terra ficasse desolada durante o exílio, para que ela “recobrasse os seus sábados”:

“para que se cumprisse a palavra do SENHOR, por boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da desolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram.” (2 Crônicas 36:21 RA)

Isso mostra que o descanso ordenado por Deus tinha não apenas um propósito espiritual, mas também social, ecológico e de fidelidade à sua aliança.

Sabedoria prática de Deus no descanso da terra

Esse descanso ordenado à terra também revela a sabedoria prática de Deus. Hoje, práticas agrícolas como o pousio e o uso de plantas de cobertura, que produzem muita matéria orgânica e são incorporadas ao solo, mostram que a terra realmente se beneficia ao ser deixada sem cultivo por um período. Esse intervalo ajuda na recuperação dos nutrientes, quebra o ciclo de pragas e prepara o solo para voltar a produzir com força no “oitavo ano”. Assim, mesmo que os cristãos hoje não estejam obrigados a guardar esse mandamento, vemos que o princípio continua válido e confirma a perfeita ordem de Deus tanto no cuidado espiritual quanto no natural.

O sábado na época de Jesus

No Novo Testamento, vemos Jesus aplicar uma perspectiva correta e restauradora ao sábado, que era um dia especial consagrado a Deus desde a criação (Gênesis 2:3). No entanto, ao longo do tempo, os judeus, especialmente os fariseus e escribas, tornaram-se excessivamente rigorosos quanto à observância do sábado, impondo interpretações e tradições que iam além da Lei de Moisés.

Essas tradições humanas, acumuladas através dos séculos, acabaram por transformar o sábado, que era para ser um descanso abençoado, em um fardo opressor para o povo. Jesus confrontou diretamente esse uso deturpado do sábado.

Confrontos de Jesus com o legalismo sabático

A Bíblia registra vários exemplos dessas regras rígidas e a resposta de Jesus a elas:

Carregar uma cama era proibido segundo os líderes religiosos, e foi motivo de crítica quando Jesus curou um paralítico e lhe ordenou:

“Levanta-te, toma o teu leito e anda.” (João 5:8 – RA).

Os judeus o repreenderam:

“Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito.” (João 5:10 – RA)

Colher espigas também foi considerado trabalho indevido, como vemos quando os discípulos de Jesus colheram espigas para comer:

“Os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado.” (Mateus 12:2 – RA)

Curar no sábado era visto como violação da lei, a menos que a vida estivesse em risco. Por isso, quando Jesus curava alguém, os fariseus muitas vezes questionavam sua ação. Um exemplo claro está em Lucas 13:14:

“Então, o chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse ao povo: Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, nesses dias para serdes curados e não no sábado.”

Jesus respondeu mostrando que até os próprios judeus cuidavam de seus animais no sábado, portanto era plenamente lícito fazer o bem:

“Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e num sábado esta cair numa cova, não lançará mão dela e a levantará? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha! Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem.” (Mateus 12:11-12 – RA)

Além dessas, há várias outras regras dentre elas a tal "jornada de um sábado" que era uma distância tradicionalmente permitida para caminhar nesse dia. Embora o limite exato não esteja definido na Lei de Moisés, Atos 1:12 menciona essa expressão:

“Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, que dista desta cidade uma jornada de sábado.”

Jesus não violou o sábado, mas confrontou o legalismo farisaico que o havia distorcido. Ele ensinou que o sábado foi feito para o benefício do homem, e não o contrário:

“O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado.” (Marcos 2:27-28 – RA)

Além disso, ao dizer:

“Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” (João 5:17 – RA)

Jesus revelou que a obra de Deus em sustentar o mundo e salvar vidas não cessa nem mesmo no sábado. A atividade divina continua, especialmente na misericórdia, cura e salvação, pois o descanso sabático não é uma limitação para o agir de Deus.

O entendimento do apóstolo Paulo sobre o sábado

O apóstolo Paulo também tinha uma compreensão mais ampla e libertadora a respeito do sábado, especialmente à luz da nova aliança em Cristo. Para ele, a santidade e a devoção a Deus não estavam mais limitadas a um único dia da semana, mas se tornaram um estilo de vida constante para aqueles que vivem pela fé.

Em suas epístolas, Paulo ensina que ninguém deve ser julgado ou pressionado por guardar dias específicos, pois isso pertence à antiga ordem, agora cumprida em Cristo:

"Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, que são sombras das coisas que haviam de vir; mas o corpo é de Cristo." (Colossenses 2:16-17 – RA)

Ele também declara:

"Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente." (Romanos 14:5 – RA)

Essas palavras não desprezam o sábado, mas mostram que na nova aliança, a adoração a Deus não está mais restrita a dias específicos, pois Cristo é o cumprimento da Lei (Mateus 5:17) e em Cristo temos descanso permanente:

“9  Portanto, resta um repouso para o povo de Deus. 10  Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas.” (Hebreus 4:9-10 RA)

Cristo como o verdadeiro descanso

A passagem acima mostra que, assim como Deus descansou no sétimo dia de Suas obras (Gênesis 2:2), quem está em Cristo também cessa de suas próprias obras, ou seja, confia na obra consumada de Cristo e descansa da tentativa de obter justiça pelas obras da lei (Romanos 10:4, Efésios 2:8-9), pois Cristo é o nosso Sábado, Ele é o nosso descanso:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28 RA)

O primeiro dia da semana na igreja primitiva

Além disso, já nos primeiros anos da igreja cristã, observamos os discípulos reunindo-se no primeiro dia da semana, o domingo, que ficou conhecido como o Dia do Senhor, em referência à ressurreição de Jesus:

“No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão...” (Atos 20:7 – RA)

“No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar...” (1 Coríntios 16:2 – RA)

O apóstolo João também se refere ao “Dia do Senhor”, em que teve a visão do Apocalipse:

“Achei-me em espírito, no dia do Senhor...” (Apocalipse 1:10 – RA)

Esses textos mostram que a igreja primitiva passou a se reunir no domingo, não como imposição legal, mas como expressão da nova vida em Cristo ressuscitado, celebrando a redenção e a nova criação iniciada em Jesus.

Conclusão

Na Nova Aliança, o sábado não foi simplesmente abolido, mas cumprido em Cristo, que é o verdadeiro descanso para o povo de Deus. O foco não está mais em um dia específico, mas em uma vida inteira vivida em comunhão com Deus, todos os dias, por meio da fé em Cristo. Aquele que está em Cristo descansa de suas próprias obras, confiando na obra consumada de Jesus e não mais buscando justiça por meio da Lei (Hebreus 4:9-10).

A prática da igreja primitiva de se reunir no domingo não foi uma simples troca de datas, mas um símbolo da ressurreição de Cristo e do novo começo para a humanidade redimida. O domingo passou a representar a liberdade da graça, marcando a vida daqueles que não estão mais debaixo da Lei, mas sim da graça de Deus (Romanos 6:14).

A salvação, portanto, não é mais alcançada por obediência à Lei, pois Cristo é o fim da Lei para justiça de todo aquele que crê (Romanos 10:4). Agora, somos salvos unicamente pela graça, mediante a fé, e isso não vem de nós, é dom de Deus, não por obras, para que ninguém se glorie (Efésios 2:8-9).

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

O PODER DA ORAÇÃO

Introdução

Conheceremos nesta série de estudo a grande importância de sempre estarmos se comunicando com Deus, ou seja, orando. Saberemos para onde vão nossas orações e quem as leva até Deus. Você saberá que existem condições para que Deus as ouça.

Após concluído este estudo, você estará muito mais motivado, pois saberá que de alguma forma Deus sempre ouve nossas orações.

A seguir contém um pequeno sumário, descriminando a ordem em que este estudo está organizado, lembre-se de orar antes de estudar as escrituras.

1. Como Orar

2. Para Onde Vão As Orações

3. O Espírito Santo Nos Ensina A Orar

4. Condições Para Que Deus Ouça As Orações 

5. Tem Que Ser Da Vontade De Deus

6. Deus Quer Ouvir As Orações

7. Tenha Atitude

8. Peça Com Fé

9. Orai Sem Cessar

10. Deus Sempre Ouve e Responde Nossas Orações

10. Deus Sempre Ouve e Responde Nossas Orações

“21  Falava eu, digo, falava ainda na oração, quando o homem Gabriel, que eu tinha observado na minha visão ao princípio, veio rapidamente, voando, e me tocou à hora do sacrifício da tarde. 22  Ele queria instruir-me, falou comigo e disse: Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido. 23  No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão.” (Daniel 9:21-23 RA)

No relato de Daniel, vemos que, enquanto ele ainda orava, o anjo Gabriel foi enviado com a resposta. Isso nos mostra que Deus não está indiferente ao nosso clamor, Ele está atento, presente e age conforme Sua perfeita vontade.

No entanto, é essencial entender que o tempo de Deus não é como o nosso (2 Pedro 3:8). Ele vê o todo, enquanto nós enxergamos apenas o momento. As provações e dificuldades que enfrentamos têm o propósito de nos moldar, fortalecer a nossa fé e nos preparar para o que Ele deseja realizar em nós (Tiago 1:2-4; Romanos 5:3-5). Se ainda não recebemos o que pedimos, isso não significa que Deus não ouviu. Significa, muitas vezes, que ainda não é o tempo certo, ou que Ele tem algo melhor.

Deus sempre ouve nossas orações, todas elas. A Bíblia é clara ao afirmar que o Senhor está atento às súplicas dos que oram com fé e sinceridade (Salmo 145:18-19). No entanto, isso não significa que Ele responderá sempre do modo que desejamos. A resposta de Deus pode ser:

  • "Sim", como foi o caso do profeta Daniel, que teve sua oração atendida ainda enquanto falava, quando o anjo Gabriel foi enviado com a resposta (Daniel 9:21-23).
  • "Não", como aconteceu com o apóstolo Paulo, que orou três vezes pedindo para que Deus tirasse o "espinho na carne", e recebeu como resposta: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:8-9). Deus disse “não”, não por rejeição, mas porque havia um propósito maior em mantê-lo dependente da graça divina.
  • "Espere", como vemos em Apocalipse, quando os mártires clamam por justiça e recebem uma resposta temporária: “que repousassem ainda por pouco tempo” (Apocalipse 6:10-11), pois o tempo determinado por Deus ainda não havia chegado.

Às vezes, até mesmo o silêncio de Deus é uma resposta, um convite à confiança:

“Clamo a ti, e não me respondes; estou em pé, mas apenas olhas para mim.” (Jó 30:20 RA)

Nessas horas, Ele nos chama a descansar em Seu caráter e em Suas promessas, lembrando que todas as orações feitas com fé são guardadas com honra diante dEle.

Nos céus, nossas orações são simbolizadas como taças de ouro cheias de incenso (Apocalipse 5:8). O incenso, na Bíblia, era uma mistura aromática que, ao ser queimada, subia como fumaça perfumada, representando a adoração e oração que sobe até Deus. Assim, Deus não ignora nossas orações, Ele as preserva, valoriza como um perfume precioso, e no tempo certo, atua conforme Sua vontade perfeita (Apocalipse 8:3-4).

Outro exemplo marcante de confiança em Deus é o do próprio Senhor Jesus, que no Getsêmani orou: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice!” Mas também disse: “Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mateus 26:39). A resposta do Pai foi permitir a cruz, pois o plano maior de redenção precisava se cumprir. Jesus nos ensinou que o foco da oração não é apenas mudar circunstâncias, mas nos alinhar à vontade de Deus (1 João 5:14).

Por isso, o verdadeiro poder da oração está em confiar no caráter de Deus, mesmo quando a resposta é diferente da esperada. O nosso Pai celestial sabe o que é melhor. Ele é amoroso e cuida de nós em cada detalhe.

Imagine a seguinte situação: você está brincando com seu filho no quintal. Ele sobe numa árvore e fica preso, pedindo socorro. Mesmo sabendo que ele desobedeceu a suas instruções, você o ama e irá socorrê-lo. Talvez você até o deixe esperar um pouco, para ensiná-lo algo, mas jamais o abandonaria.

Assim é Deus. Mesmo quando erramos, Ele nos ama e age com misericórdia (Salmo 34:17-18). Ele já demonstrou esse amor de forma suprema, entregando Jesus Cristo para morrer por nós, mesmo quando ainda éramos pecadores (Romanos 5:8).

Às vezes, Ele age prontamente; outras vezes, permite a espera, não por indiferença, mas porque está ensinando, moldando, preparando o melhor.

Por isso, não trate a oração como uma "gaveta de emergência", aberta apenas em tempos de crise. Oração é muito mais do que um simples pedido, é um relacionamento com Deus. Por meio da oração, confessamos nossos pecados, pedimos sabedoria, força, proteção e correção, e nos mantemos em comunhão com Ele (1 João 1:9; Tiago 1:5; Salmo 51:10).

E mesmo que a resposta pareça demorar, não desanime. Deus está ouvindo, cuidando e agindo no tempo certo. Algumas orações serão respondidas imediatamente, outras serão guardadas como incenso diante do trono, mas todas, sem exceção, são preciosas aos olhos do Senhor.

Confie em Deus. Continue orando, não apenas para receber, mas para se aproximar Dele, conhecer Sua vontade e ser transformado por Sua presença. Porque, em todas as coisas, Deus permanece fiel.


Continue estudando mais sobre o Poder da Oração:

1. Como Orar

2. Para Onde Vão As Orações

3. O Espírito Santo Nos Ensina A Orar

4. Condições Para Que Deus Ouça As Orações 

5. Tem Que Ser Da Vontade De Deus

6. Deus Quer Ouvir As Orações

7. Tenha Atitude

8. Peça Com Fé

9. Orai Sem Cessar

10. Deus Sempre Ouve e Responde Nossas Orações

9. Orai Sem Cessar (1 Tessalonicenses 5:17)

Jesus contou a seguinte parábola, mostrando aos discípulos que deviam orar sempre e nunca desanimar:

“1 ¶ Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: 2  Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. 3  Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário. 4  Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; 5  todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me. 6  Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. 7  Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? 8  Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18:1-8 RA)

Essa parábola nos ensina que a oração perseverante é fundamental. Assim como a viúva insistiu até conseguir a justiça do juiz, nós também devemos orar continuamente, sem perder a esperança ou a fé, mesmo quando a resposta parece demorar.

Deus, ao contrário daquele juiz injusto, é justo, amoroso e poderoso para responder às nossas orações. Ele ouve o clamor do seu povo e age no tempo certo e da maneira certa.

Podemos encontrar na bíblia outros exemplos bíblicos de orações atendidas por meio da persistência:

Ana orou continuamente ao Senhor, e sua resposta foi um “sim”. Ela, que era estéril, recebeu a bênção de um filho, conforme havia pedido em oração (1 Samuel 1:10-20,27).

A igreja primitiva também orava incessantemente por Pedro, enquanto ele estava preso, e Deus respondeu de forma miraculosa, libertando-o por meio de um anjo (Atos 12:5-11).

Paulo, por sua vez, orou três vezes pedindo a Deus que o livrasse do que chamou de "espinho na carne". Nesse caso, a resposta foi um “não”. Mas isso não o desanimou; ao contrário, fortaleceu-o ainda mais na graça de Deus, que lhe disse: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:7-9).

O mesmo aconteceu com Jesus no Getsêmani. Ele orou três vezes pedindo ao Pai que, se possível, afastasse dele o cálice do sofrimento. A resposta também foi um “não”, mas não um “não” que o desanimou. Cada vez que orava, seu coração se alinhava mais perfeitamente à vontade do Pai. Na terceira vez, levantou-se fortalecido e determinado a cumprir o plano redentor (Mateus 26:36-44).

Por isso, não desanime. Continue buscando a Deus em oração, mesmo diante das dificuldades, dos desafios e da espera. A perseverança fortalece a nossa fé e nos mantém próximos do Senhor.

Lembre-se também da pergunta final de Jesus após contar a parábola da viúva persistente:

“Quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18:8 – RA).

Que essa palavra nos inspire a viver uma vida de oração constante, confiança e esperança, crendo que Deus está no controle e que Ele trabalha por aqueles que perseveram (Isaías 64:4).


Continue estudando mais sobre o Poder da Oração:

1. Como Orar

2. Para Onde Vão As Orações

3. O Espírito Santo Nos Ensina A Orar

4. Condições Para Que Deus Ouça As Orações 

5. Tem Que Ser Da Vontade De Deus

6. Deus Quer Ouvir As Orações

7. Tenha Atitude

8. Peça Com Fé

9. Orai Sem Cessar

10. Deus Sempre Ouve e Responde Nossas Orações

8. Peça com Fé

Muitos sonhos que Deus colocou em nossos corações já estão muito claros, mas, por algum motivo, deixamos de expressá-los em oração. Esquecemos que é necessário pedir! Às vezes, achamos que estaremos incomodando a Deus ao pedir algo grande ou até algo que consideramos pequeno, como uma boa nota na prova, um passeio agradável ou uma noite de sono tranquila.

No entanto, Deus se importa com cada detalhe da nossa vida. Devemos convidá-lo para todos os momentos do nosso dia a dia.

"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará." (Salmos 37:5 – RA)

O que não podemos fazer é duvidar. Jesus ensinou que, ao orarmos, devemos crer que já recebemos aquilo que pedimos:

"Por isso vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco." (Marcos 11:24 – RA)

Mas é importante lembrar que nossa confiança deve estar alinhada à vontade de Deus, porque:

"E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve." (1 João 5:14 – RA)

Além disso, Tiago adverte:

"Mas peça com fé, em nada duvidando; pois quem duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte." (Tiago 1:6 – RA)

Portanto, peça com fé, confiante e firme, buscando sempre estar em harmonia com a vontade do Pai. Deus é um Pai amoroso, pronto para ouvir, responder e surpreender aqueles que confiam n’Ele com um coração sincero.


Continue estudando mais sobre o Poder da Oração:

1. Como Orar

2. Para Onde Vão As Orações

3. O Espírito Santo Nos Ensina A Orar

4. Condições Para Que Deus Ouça As Orações 

5. Tem Que Ser Da Vontade De Deus

6. Deus Quer Ouvir As Orações

7. Tenha Atitude

8. Peça Com Fé

9. Orai Sem Cessar

10. Deus Sempre Ouve e Responde Nossas Orações

7. Tenha Atitude

Tenha sempre atitude. Deus faz o impossível, mas o possível é nossa responsabilidade. Neemias entendeu isso muito bem (Neemias 4:9). Ele não apenas orou pedindo proteção, mas também agiu: colocou guardas para vigiar de dia e de noite.

Há momentos em que a oração é essencial, mas também há momentos em que Deus nos chama para agir. Um exemplo claro disso está na travessia do mar Vermelho. Quando os israelitas estavam sendo perseguidos pelo exército do faraó e começaram a clamar, Deus respondeu a Moisés:

"Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem" (Êxodo 14:15 – RA).

Ou seja, havia um tempo para orar e um tempo para agir. O milagre só aconteceu depois que obedeceram e começaram a marchar.

Da mesma forma, se você quer tirar uma boa nota na prova, ore a Deus, mas também estude. Isso não é duvidar do poder d'Ele, e sim corresponder à responsabilidade que nos cabe.

O limite do milagre não está em Deus, mas muitas vezes em nós. Veja, por exemplo, a história da multiplicação do azeite (2 Reis 4:1-7): Deus operou o milagre, mas a quantidade de azeite que aquela mulher recebeu dependia diretamente do número de vasilhas que ela reuniu. Ou seja, o milagre foi proporcional à atitude dela.

Portanto, confie no Senhor, mas também mova-se com fé. Deus age poderosamente quando cooperamos com Ele com atitude e obediência. Não use a oração como desculpa para paralisia; use-a como ponto de partida para agir com sabedoria e coragem.


Continue estudando mais sobre o Poder da Oração:

1. Como Orar

2. Para Onde Vão As Orações

3. O Espírito Santo Nos Ensina A Orar

4. Condições Para Que Deus Ouça As Orações 

5. Tem Que Ser Da Vontade De Deus

6. Deus Quer Ouvir As Orações

7. Tenha Atitude

8. Peça Com Fé

9. Orai Sem Cessar

10. Deus Sempre Ouve e Responde Nossas Orações

6. Deus Quer Ouvir As Orações


"Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes." (Jeremias 33:3 – RA)

"Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos, e escuta as minhas palavras." (Salmo 17:6 – RA)

Deus é um Pai amoroso, e como todo pai que ama, Ele se importa com o que seus filhos têm a dizer. Ele deseja que o busquemos em oração, pois a oração é mais do que uma lista de pedidos: é uma expressão de fé, confiança e relacionamento com o Criador.

Ao contrário do que muitos pensam, Deus não está indiferente à nossa vida. Ele quer ouvir nossas palavras, nossas lutas, nossos agradecimentos e até nossos silêncios. Quando oramos, nos aproximamos dEle, e Ele se inclina para nos ouvir com atenção e amor.

Muitos caem em dois extremos: alguns acham que Deus fará tudo sozinho, orando ou não, e por isso deixam de buscar. Outros pensam que Deus atenderá qualquer pedido, pois tudo o que desejam é o que Ele quer dar. Mas a verdade é que Deus quer que oremos com fé e também com submissão. Ele sabe o que é melhor, mesmo quando não compreendemos.

A Bíblia mostra que Deus quer o nosso bem:

"Porque eu bem sei os planos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor: planos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais." (Jeremias 29:11 – RA)

No entanto, o bem que Deus deseja nem sempre significa conforto ou sucesso terreno. Às vezes Ele permite provações para nos amadurecer, fortalecer e nos livrar de caminhos errados.

"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Romanos 8:28 – RA)

Devemos, portanto, orar com confiança, mas também com humildade, como ensinou Jesus:

"Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu." (Mateus 6:10 – RA)

Na parábola do filho pródigo (Lucas 15:11-32), vemos um pai que espera o retorno do filho arrependido e o recebe com alegria. Essa é a imagem do coração de Deus: Ele está sempre pronto para nos ouvir e nos acolher, mesmo quando erramos.

Mas Deus também é ativo. Ele busca, corrige e disciplina os que ama (Hebreus 12:6). Ele vai ao encontro da ovelha perdida (Lucas 15:4), como um bom pastor. Ele não é indiferente nem ausente. Ele se importa, intervém e deseja se relacionar conosco.

Por isso, nunca deixe de orar. Deus quer ouvir sua voz. Ele deseja que você se aproxime dEle com fé, certo de que será ouvido. Mas lembre-se: a oração não é para forçar Deus a fazer a nossa vontade, e sim para que o nosso coração se alinhe à vontade dEle, que é sempre boa, perfeita e agradável (Romanos 12:2).


Continue estudando mais sobre o Poder da Oração:

1. Como Orar

2. Para Onde Vão As Orações

3. O Espírito Santo Nos Ensina A Orar

4. Condições Para Que Deus Ouça As Orações 

5. Tem Que Ser Da Vontade De Deus

6. Deus Quer Ouvir As Orações

7. Tenha Atitude

8. Peça Com Fé

9. Orai Sem Cessar

10. Deus Sempre Ouve e Responde Nossas Orações